Agente cultural / Detentor de saber
Iranilson da Silva Rebouças (Pai Gugu Cego da Jurema )
Papel social / Função cultural
Acolhimento social | Afirmação de identidade | Afirmação identitária | Casa de santo | Centro de sociabilidade | Dirigentes de terreiro | Entidades espirituais cultuadas | Espaço comunitário | Espaço de devoção | Espaço de sociabilidade | Espaço de vivência | Espaço religioso | Expressão religiosa | Filhos e filhas de santo | Fortalecimento comunitário | Fortalecimento da identidade | Guardiã de saberes | Identidade cultural | Organização comunitária | Prática de convivência | Referência afetiva | Referência cultural
Ano
2025
Bairro de atuação
Origem
Engenheiro Luciano Cavalcante, Fortaleza, Ceará
Descrição
A trajetória de Pai Gugu Cego da Jurema está profundamente ligada à espiritualidade e à construção de um caminho de fé dentro da Umbanda. Segundo os registros, seu envolvimento com a religião começou ainda na juventude, há cerca de 30 anos, quando passou a vivenciar experiências espirituais que o aproximaram desse universo.
Inicialmente, sua relação com a Umbanda não era direta, sendo descrito como alguém que não participava ativamente das práticas religiosas. No entanto, ao longo do tempo, acontecimentos pessoais e experiências espirituais o levaram a se aproximar da religião, consolidando sua trajetória dentro desse campo.
Com o aprofundamento de sua vivência espiritual, Pai Gugu passou a assumir responsabilidades dentro da prática religiosa, tornando-se dirigente do terreiro. Sua atuação se constrói a partir do compromisso com a caridade, princípio fundamental da Umbanda, e com o acolhimento de pessoas que buscam orientação espiritual, cura e equilíbrio emocional.
O terreiro sob sua liderança se estabelece como um espaço aberto à comunidade, onde todos são recebidos sem distinção. A prática religiosa é orientada pela solidariedade e pelo cuidado com o outro, reforçando a dimensão social da espiritualidade. Nesse contexto, Pai Gugu desempenha não apenas o papel de líder religioso, mas também de conselheiro, guia espiritual e referência comunitária.
Ao longo dos anos, sua trajetória contribuiu para a consolidação do terreiro como espaço de resistência cultural, especialmente diante do preconceito enfrentado pelas religiões de matriz afro-brasileira. Ainda assim, o trabalho desenvolvido mantém-se firme, reunindo dezenas de pessoas e fortalecendo vínculos comunitários.
A história de vida de Pai Gugu se entrelaça, portanto, com a própria história do terreiro, revelando um percurso marcado pela fé, pela superação e pelo compromisso com a continuidade de saberes ancestrais. Sua atuação reafirma a Umbanda e a Jurema como práticas vivas, dinâmicas e fundamentais para a construção da identidade cultural e espiritual da comunidade.
